Início

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A crucificação de São Pedro.

Descrição de obra
Na imagem aparecem quatro homens, três algozes, e Pedro que está sendo crucificado. Os três soldados estão vestindo roupas que eram usadas por pessoas que não tinham uma boa condição financeira. O primeiro está segurando a parte dos pés de Pedro, veste uma blusa branca com mangas até o cotovelo, com um pano vermelho nos ombros. O segundo algoz esta puxando a corda, provavelmente pra ficarem bem preso, os pés de Pedro na cruz, ele veste uma blusa de mangas compridas, de cor marrom e uma calça azul marinho. O terceiro está levantando a cruz com as costas, ele usa uma blusa branca de mangas curtas e uma calça até o joelho de cor laranja. O quarto, que é Pedro, que esta sendo preso a cruz, usa só um pano branco,como se fosse uma cueca,porém do jeito que era usado em épocas passadas.Caravaggio,da aos seus quadros uma  dimensão e impacto realista, ao usar um fundo sempre raso, obscuro, muitas vezes totalmente negro, e agrupar a cena em primeiro plano com focos intenso de luz sobre os detalhes, geralmente os rostos.  
Elementos visuais
A obra é ,toda em diagonais agudas que se entrechocavam, simbolizando o conflito da brutalidade com a pureza. A colocação destacada, em primeiro plano, do traseiro de um dos algozes mereceu a acusação de vulgaridade. A tela apresenta notável realismo nas pernas dos santos atendentes, com as veias saltadas pelo esforço. O que podemos perceber também é a intensidade de efeitos através do contrastes entre o claro e o escuro que modelam as figuras e objetos.
    Interpretação da imagem
A obra pode ser interpretada como, Comovente e realista, a obra, traz um São Pedro que demonstra nos olhos uma dor inquestionável. O autor da á obra um impacto realista e com a utilização de pessoas comuns das ruas de Roma, o que é freqüente nas obras de Caravaggio.Ele consegue retratar o aspecto real dos eventos bíblicos que ele utiliza.

Autoras: Camille Bispo
Clarissa Jucá
Claudia Gabriela 

Deposição da Cruz.

A ‘’Deposição da Cruz’’ é uma obra do pintor barroco italiano Michelangelo Merisi de Caravaggio, foi pintada por volta do século XVII entre 1602 e 1604. A obra retrata Jesus Cristo sendo segurado por outros dois homens que o agarram e que o primeiro olha diretamente para o visualizador, mais atrás vemos mais três mulheres rezando ou orando por ele. Jesus está relaxado e de olhos fechados usando apenas um manto branco para cobrir suas partes íntimas. A imagem mostra também dois homens descalços usando túnicas, uma vermelha e outra mais escura com tons de verde. Mais no fundo existem três mulheres que estão com diferentes expressões e entre uma delas uma freira olhando para baixo, outra com a mão direita sobre a testa com um sentimento de indignação e uma ultima olhado para o céu que está usando roupas nas cores vinho e branco, além disso, todos estão em cima de uma espécie de base de madeira. Na obra podemos dar destaque a Jesus e os homens que o seguram tanto pela posição quanto o espaço que estão, no centro da tela. A luz da pintura vem inclinada do lado esquerdo da tela e ilumina quase todos os personagens, priorizando  Jesus e os que estão do lado direito. As cores utilizadas foram poucas, podendo citar como o exemplo o vermelho que se preenche basicamente nas túnicas usadas pelos homens, o branco que está mais dispersado nos personagens e o preto que predomina e circula em quase todo fundo da obra, que faz muito bem o jogo de luzes entre claro e escuro (Chiaroscuro). Pela Localização das pessoas e da posição em que elas estão, podemos deduzir que a obra é assimétrica, e olhando pelos rostos, forma-se uma linha diagonal na tela.
A obra repassa uma sensação de tristeza e aflição sendo mostrada pelos rostos das mulheres, expressando todo seu carinho e respeito para com Jesus. Também vemos uma noção de agitação na obra caracterizado pelos movimentos dos braços das mulheres e o sentido curvado em que os homens estão. É interessante Notar que cada personagem tem uma expressão diferente e que isso prende quem vê para a compreender toda a obra.

Autores: Felipe Souto
Marcos Tadeu
Matheus Seabra 

O Jovem Baco.

Descrição: O jovem baco como o próprio artigo já indica é um homem, mas precisamente um rapaz, com um ar andrógino (aparência masculina e feminina), com o corpo molemente inclinado. Ele está sentado, com uma vestimenta branca - um branco quase da mesma tonalidade da cor dele, sendo que a cor de sua pele é um branco puxado para o rosado claro, a famosa cor de pele. Seu rosto está levemente inclinado para o seu lado esquerdo (para quem o vê, seria o lado direito) e está com um dos olhos “ligado” para sua mão esquerda, que oferece uma taça de vinho.
Ele não está nu, mas está apenas com a metade de seu peito coberta. A outra metade, que fica para o lado de fora da manta branca, faz realçar os músculos de seu braço direito. Suas bochechas estão rosadas, e ele está com um aspecto normal, ou seja: nem triste, nem alegre ou assustado. Tem cabelos longos e nariz fino, uma boca pequena e olhos meio puxados. Os cabelos encontram-se presos e são da cor preta e estão cobertos por um chapéu feito por flores e folhas.

Elementos Visuais:
- Forma: Simétrico
- Composição: Há tanto uma pessoa, como há objetos.
- Profundidade: Perspectiva visual.
- Linha da Cena: Vertical
- Linha de Movimento: As linhas direcionam o movimento para o lado esquerdo do jovem (tudo voltado para a taça de vinho).
- Cores: As tonalidades em si são claras (a maioria) com contraste nos cantos e abaixo do queixo; e na manta ao lado do braço não coberto. Tem brilho no ombro do braço direito, pegando parte do pescoço e peitoral

Interpretação da imagem:
Segundo a lenda ele é um deus que ensinou a agricultura aos homens no Egito, tendo sido o primeiro a plantar a videira. Era por isso adorado como o deus do vinho.
 Nós entendemos que Baco era um nome de uma divindade adotada pelos romanos, do deus grego Dioniso, cujo mito é considerado ainda mais antigo por alguns estudiosos.
Através dessa gravura podemos perceber que ele é um deus que gosta de farras, de bebedeira, de muito vinho, orgias sexuais, porque a figura apresenta apelo sexual.
As festas em sua homenagem eram chamadas de bacanais -. Os estudiosos ainda não tem certeza se bacanais era o mesmo que orgias sexuais.
A pantera, o cântaro, o vinho e um cacho de uvas foram associadas ao deus Baco.

Autoras:
Jessica Anne
Maria Gabriela
Taísa Rodrigues

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Conversão de São Paulo.


  A “Conversão de São Paulo” é uma das pinturas mais conhecidas de Caravaggio, pintada entre os anos 1600 e 1601. Retrata a passagem bíblica de Atos dos apóstolos, capítulo 9, versículos de 1 a 9. A obra mostra São Paulo caído no chão com os braços abertos e olhos fechados e sua espada caída ao seu lado. Ele veste uma roupa que lembra uma armadura, usa uma capa vermelha e dois lenços brancos amarrados em seus braços. Mostra também um cavalo malhado; com a cabeça abaixada e uma pata dianteira levantada. Um homem, que supostamente seria um companheiro de viagem, segura o cabresto do animal e observa tudo com a testa franzida.
  A pintura possui três figuras principais: o cavalo, São Paulo e o homem. A figura do cavalo leva mais destaque, tanto pela luz que o ilumina, quanto pela ocupação de espaço na tela. A iluminação no cavalo forma uma trajetória que nos leva ao corpo no chão. A luz também percorre os braços de São Paulo, guiando nossos olhos à expressão dele. O outro homem também recebe iluminação em seu rosto, mas bem pouca. As cores mais utilizadas foram o preto, que preenche quase todo o fundo e acentua a oposição claro-escuro, o vermelho quase alaranjado, que contrasta com as cores mais escuras da pintura e o marrom, que dá destaque ao cavalo, juntamente com um branco encardido.  A obra é assimétrica, pois o jogo de luz e sombra leva a uma visualização diagonal da pintura, uma forte característica barroca.
  A imagem transmite certa agonia, em parte pela atmosfera densa provida da escuridão ao fundo e também pelo apóstolo que está caído ao chão, surgindo também uma curiosidade em torno do motivo pelo o qual ele está ali. Esta emoção cresce a partir do momento em que vemos a figura do homem parado ao lado do cavalo, nos leva a pensar o que ele estaria fazendo ali, ou então, quem ele é. Portanto, a imagem torna-se interessante pela sua criatividade, pelas várias suposições que podemos fazer diante do ato de cada figura representada, deixando um ar de mistério. Além disso, os artifícios artísticos foram dispostos de uma forma que prende os olhos do espectador e os faz percorrer toda obra, até a total compreensão do conteúdo apresentado.

Autores: Márjorie Mota 
Rômulo Paiva
Sonia Teixeira

domingo, 11 de setembro de 2011

Biografia de Michelangelo Merisi da Caravaggio.

Michelangelo Merisi da Caravaggio foi o mais notável artista barroco italiano; suas obras, repletas de uma dramatização aguda, em sua maioria, são comumente voltadas aos interesses clericais, tendo em vista a investida da Igreja Católica na Contra-Reforma, pela qual almejava atrair novamente os fieis desgarrados do rebanho cristão.
O artista nasceu em Milão, em 29 de setembro de 1571, mas passou sua infância e parte da adolescência na cidade de Caravaggio, a qual veio ser seu pseudônimo posteriormente. Ele perdeu seu pai com seis anos de idade; sua mãe, com dezoito. Com doze começou a trabalhar como aprendiz com o pintor Simone Peterzano e, aos vinte e um, no ateliê de Giuseppe Cesari. Dois anos mais tarde, em 1594, fez sua primeira e grande obra: Os jogadores de Carta.
A forte relação entre claro e escuro em suas obras, o chamado tenebrismo, é o ponto marcante do artista. Além de embutir nas pinceladas uma essência obscura, revelava o gênio tempestuoso e polêmica personalidade de si próprio. A realidade de sua arte era marcada pelos efeitos de luz e sombra, instigando o observador mais apurado a pesquisar novas descobertas na obra. Tais efeitos foram revolucionários no seu trabalho, dando uma peculiaridade ao artista. Seus personagens eram pessoas comuns, como um mero vendedor ou um músico ambulante.
O percurso de Caravaggio em vida não foi muito longo, não passando dos quarenta anos. Depois de um curto período de miséria, no qual suas obras foram vendidas nas feiras, o artista foi trabalhar ao Cardeal Del Monte, refinado clérigo, patrono da escola de pintores de Roma. No entanto, Caravaggio teve que fugir da cidade por não pagar uma aposta perdida, iniciando sua trajetória nômade, com os últimos suspiros de vida. Passou por Nápoles, Malta, Siracusa, Messina e Palermo.
Em 1610, Caravaggio morre na região da Toscana. Sua vida foi marcada por desavenças, polêmicas, porfias, satisfação carnal e, finalmente, admiráveis obras. Sob sua moral turva, deixou um legado de obras que serão analisadas mais detidamente ao decorrer das postagens neste blog.
Um pequeno relato de sua morte foi proferido pelo artista Giovanni Baglione, que anos antes havia o processado por ofensa: "Foi colocado numa cama, com febre muito forte, e ali, sem ajuda de Deus ou de amigos, morreu depois de alguns dias, tão miseravelmente quanto viveu".